Oecologia Australis, Vol. 14, No 2 (2010)

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GRADIENTES DE DIVERSIDADE E A TEORIA METABÓLICA DA ECOLOGIA

Fernanda Aparecida Silva Cassemiro, José Alexandre Felizola Diniz-Filho

Resumo


Há um contínuo debate na literatura ecológica sobre os mecanismos que determinam os padrões espaciais da riqueza de espécies. Uma das tentativas de encontrar explicações para esses padrões é a Teoria Metabólica da Ecologia (MTE – Metabolic Theory of Ecology). A MTE assume que os padrões de distribuição de espécies estão relacionados à temperatura e que esta interfere no metabolismo dos indivíduos. Neste trabalho, mostraremos que, embora controversa em vários aspectos, a MTE difere das demais hipóteses desenvolvidas para explicar os gradientes de riqueza por fazer predições precisas em relação aos padrões de riqueza de espécies em ampla escala e propõe que uma variável ambiental influencia primariamente esses padrões (temperatura). Essas predições tornam a teoria testável e falseável, o que tem tornado a MTE alvo de constantes debates na ecologia nos últimos anos. Desta forma, neste artigo analisaremos a repercussão da MTE na literatura científica através de análises cienciométricas, descreveremos os princípios básicos dessa teoria e apontaremos suas principais vantagens e falhas ao tentar explicar os padrões latitudinais de riqueza de espécies. Apesar da MTE muito citada nos principais periódicos sobre ecologia, ela não se aplica à maioria dos processos ecológicos, pois não leva em consideração fatores fundamentais que, geralmente, regem os padrões de diversidade.

 


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ISSN 2177-6199